8 Junho, 2016
O SEP chama a atenção para um estudo (RN4Cast) sobre a carência crónica de enfermeiros e a forma como, nos últimos anos, têm sido "maltratados".

Há indícios que não podem ser ignorados pelo Governo/Ministério da Saúde:

  • São vários os serviços de medicina do trabalho que já identificaram síndrome de burnout nas equipas de enfermagem
  • O aumento do absentismo está identificado no Balanço Social do Ministério da Saúde.
  • Quase 12 mil enfermeiros que saíram do país

As 35 horas para todos os enfermeiros e a admissão de mais enfermeiros não é um acréscimo da despesa, é uma melhoria da qualidade e um potenciador de mais eficiência das organizações.

 

Uma profissão de risco e… em risco!

A carência crónica de enfermeiros e a forma como, nos últimos anos, têm sido “maltratados” está representado  no  estudo  RN4Cast, realizado  em  vários  países  da  União  Europeia,  com  a  anuência  dos respectivos governos. param  2235  enfermeiros  de  31  hospitais portugueses.

As conclusões são preocupantes (ver documento com dados do estudo RN4Cast).

O impacto negativo do stress profissional também está identificado:

– Saúde física – por ex, doenças cardiovasculares, síndrome do cólon irritável;

– Saúde mental – síndrome de burnout, sintomatologia do foro da ansiedade e da depressão;

– Quebra dos níveis de desempenho, maior absentismo e tendência para o abandono;

– Custos para a qualidade dos cuidados prestados e para as organizações e sistemas de saúde.

Vários  são  os  serviços  de  medicina  do  trabalho  que  já  identificaram  síndrome  de burnout nas  equipas  de enfermagem. Também, o aumento do absentismo identificado no Balanço Social do Ministério da Saúde e os quase 12 mil enfermeiros que saíram do país são indícios, que não podem ser ignorados  pelo  Governo/Ministério da Saúde.

As 35 horas para todos os enfermeiros e a admissão de mais enfermeiros não é um acréscimo da despesa, é uma melhoria da qualidade e um potenciador de mais eficiência das organizações.