11 Dezembro, 2013
O SEP reuniu a 29 de novembro com a Enfermeira Diretora do IPO de Lisboa, onde abordaram questões como os horários dos enfermeiros, pagamento de horas extraordinárias, greve e outros assuntos inerentes às condições de trabalho.

 

Horários dos enfermeiros

O SEP denunciou que há alteração unilateral dos horários por parte dalguns enfermeiros chefes.

A Enfermeira Diretora (ED) considera que a negociação dos horários é uma das atribuições do papel do Enfermeiro Chefe e deverá ser feita com algum bom senso.

O SEP expôs situações de condicionamento de trocas de turnos nos horários em certos serviços com critérios pouco transparentes e desiguais.

A Direção considera que a limitação nas trocas deve ser da responsabilidade do Enfermeiro Chefe, dependendo da equipa e do enfermeiro em causa.

 

Pagamento das horas extraordinárias, prevenção

O SEP refere que no bloco operatório. Não são pagas horas de qualidade entre as 16h e as 20h, bem com como as horas de prevenção entre as 22h e as 24h.

A Direção comprometeu-se em aplicar o que está estabelecido na Lei.

 

Serviços mínimos da greve

O SEP detetou que os Enfermeiros Chefes de diversos serviços impõem o número dos mínimos. Os serviços mínimos são os estabelecidos nas diretivas de greve e não devem ser alterados.

A direção comprometeu-se em retificar instruções dadas aos Enfermeiros Chefes.

 

Diversos

1 – Pedido de horário flexível

Uma sócia do SEP, como lactante, pediu flexibilidade de horário e o Conselho de Administração ainda não respondeu.

A Enfermeira Diretora diz não ser possível atribuir horário flexível a todos os pedidos. Referiu ainda que o horário flexível em enfermagem não existe.

 

2 – Roubos nos vestiários das mulheres do piso -1

O SEP questionou as condições de segurança do vestiário.

A direção alega que os furtos poderão ser resolvidos pelos Enfermeiros Chefes, através do controlo das pessoas escaladas nos turnos em questão.

 

3 – Bolsa de ausentes

O SEP questionou sobre o mecanismo da designada Bolsa de Ausentes aplicada no IPO.

Referem que a Bolsa de Ausentes é utilizada após ausências prolongadas por enfermeiros (sobretudo em casos de maternidade), apenas em 40% dos casos, os enfermeiros não são colocados nos seus anteriores Serviços por razões de gestão de recursos humanos.