19 Agosto, 2015
Carência de enfermeiros, horários ilegais, degradação das condições de trabalho e… subcontratação de enfermeiros. Há justas razões para fazer greve.

 

A não regulamentação dos horários significa maior exploração dos enfermeiros. Apresentada proposta após discussão com os enfermeiros ainda não foi agendada pelo Conselho de Administração a reunião negocial levando o SEP a concluir que é do interessa da Administração que desta forma mantém horários de 12 horas (ilegais), obriga os enfermeiros a fazer milhares de horas para além das 160 ou das 140 sem que alguma vez tenha condições para as pagar. Relativamente à carência de enfermeiros, que o SEP fundamenta ser uma realidade em todas as unidades da ULSAM já que só para as Unidades de Saúde Familiar e Unidades de Saúde de Cuidados Personalizados são necessários 300 enfermeiros e só estão alocados 50%. Se a estas unidades acrescer as Unidades de Cuidados na Comunidade, Unidades de Cuidados Paliativos, as duas Unidades Hospitalares – Viana do Castelo e Ponte Lima – e os Serviços de Urgência Básica, conclui que para a região seriam necessários mais 350 enfermeiros. Silêncio do Conselho de Administração sobre esta matéria foi ensurdecedor. Finalmente sobre o recurso à subcontratação de enfermeiros, SEP acusa o conselho de administração de desrespeitar as orientações do Ministério da Saúde que em negociações com o SEP aceitou e concretizou várias medidas para pôr cobro a esta situação. O SEP entende, ainda, que esta é uma forma da Administração se desresponsabilizar pelos profissionais e de pagar vencimentos miseráveis.