23 Dezembro, 2010
Hospital Cândido Figueiredo, em Tondela, completamente à deriva esbanja o erário público, reduz o número de enfermeiros por turno e despede enfermeiros.

 

 

Pese embora o investimento realizado no Hospital Cândido de Figueiredo de Tondela (cerca de 1 milhão de euros), não existem condições para abrir a Unidade de Cuidados Paliativos. A nova Unidade de Convalescença (18 camas) e Unidade de Cuidados Paliativos (5 camas) foi “chumbada” pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

O Conselho de Administração do Hospital de Cândido de Figueiredo de Tondela, assumiu então o compromisso de criar as condições necessárias para a abertura de uma Unidade de Cuidados Paliativos com 20 camas, mas não cumpriu.

No contexto actual, em que estamos mergulhados numa crise económica gravíssima, não se entende como podem os recursos financeiros ser aplicados de uma forma tão descuidada apesar do país necessitar de uma melhorar a capacidade de resposta em na área dos cuidados paliativos.

Desconhece‐se o futuro do “novo serviço”, data de abertura, qual o montante indispensável (para além do já aplicado) para proceder às remodelações necessárias e adequar o serviço às exigências da legislação e Rede Nacional dos Cuidados Continuados Integrados.

Para além disto, o administração prepara‐se para reduzir drasticamente o número de enfermeiros nos serviços.

Ao não criar uma lista de enfermeiros para a realização de transferências inter‐hospitalares, o Conselho de Administração pretende que sejam os enfermeiros que se encontram a prestar cuidados, a assumir essa responsabilidade.

A situação torna‐se ainda mais caricata e grave dado que em determinados períodos do dia e porque apenas está um enfermeiro de serviço ao ausentar‐se para as ditas transferências inter-hospitalares o serviço fica sem cuidados de enfermagem.

Como se os factos relatados não bastassem e não fossem suficientemente graves, em Outubro passado uma enfermeira foi despedida preparando‐se a administração para despedir mais dois enfermeiros.

Num contexto de escassez de recursos humanos, em que está em causa a segurança dos utentes, não se compreende esta atitude tanto mais que a Enfermeira Directora já assumiu a necessidade de admitir mais oito enfermeiros.

Convidamos os Srs. Jornalistas para uma conferência de imprensa a realizar junto à entrada principal do Hospital Cândido Figueiredo – Tondela, pelas 11,30h do dia 27 de dezembro, logo após o plenário que vamos realizar com os enfermeiros da Instituição.

 

Nota enviada à Comunicação Social em 23 de dezembro de 2010